Nvidia volta a vender chips de IA à China após acordo com Washington

A Nvidia vai retomar as vendas de chips de inteligência artificial à China após um acordo com o governo dos EUA. O modelo autorizado, o H20, foi modificado para obedecer aos novos limites impostos por Washington, nomeadamente na sua capacidade de processamento e velocidade de interconexão. A flexibilização faz parte da política da administração Trump para manter pressão sobre Pequim sem bloquear completamente os negócios tecnológicos.

Com a luz verde, a Nvidia poderá escoar os chips que acumulava desde 2023, quando as sanções foram reforçadas. As vendas começam ainda este mês, com prioridade para grandes empresas chinesas como a Alibaba, Tencent e Baidu.

A decisão é seguida com atenção por países como o Brasil, que procuram consolidar as suas estratégias de IA e dependem do equilíbrio no fornecimento global de semicondutores.
Vários especialistas afirmam que esta reabertura pode ajudar a estabilizar os preços internacionais e evitar escassez em mercados emergentes.

Apesar do sinal de abertura, os EUA garantem que continuarão a vigiar de perto o uso destes chips na China, temendo aplicações em sectores sensíveis. Por seu lado, Donald Trump afirmou que a medida visa proteger a segurança nacional sem prejudicar a competitividade das empresas norte-americanas.

Num mercado de inteligência artificial cada vez mais fragmentado, o episódio da Nvidia pode antecipar novas negociações e acordos semelhantes entre potências tecnológicas e países em desenvolvimento.

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