Um incidente diplomático, ocorrido na semana passada e noticiado pela agência Lusa, que envolveu uma invasão armada à casa do Presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), o angolano Gilberto Veríssimo, levou a diplomacia angolana a solicitar explicações ao Gabão.
Em causa está a invasão da residência do presidente da CEEAC, bem como da intimidação da sua assistente, que se encontravam no interior da mesma. As autoridades angolanas informaram em comunicado que consideram que se tratou de “um ato de vandalização à mão armada”, envolvendo alguns homens envergando a farda das forças armadas gabonesas, “que arbitrariamente invadiram a residência oficial do presidente da CEEAC”.
O Ministério das Relações Exteriores de Angola manifestou “profundo desagrado” pelo episódio e quer saber o que se passou em concreto, tendo já contactado o encarregado de negócios do Gabão em Angola, Wilfird Ndundji Mundungue, sobre o “insólito acontecimento” ocorrido em Libreville, capital do Gabão, contra Gilberto Veríssimo.
A secretária de Estado para as Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça, apelou à “tomada de medidas severas contra os autores de tal ato”, sublinhando que “pôs em causa a segurança e a integridade física das entidades daquela organização sub-regional, que exercem o seu legítimo mandato naquele país que detém a sede da CEEAC”.