O empresário namibiano Stefan Van Wyk quer criar em Angola o maior parque africano de safaris privado numa extensa área de 40 mil hectares, encaixada entre os rios Cubango e Cuito, na fronteira entre a Namíbia e Angola.
O projeto de Cuatir nasceu há cerca de 10 anos na região de Cuando Cubango que é típica de savana africana, com uma vastidão de capim, que serve de pasto e esconderijo às cerca de 32 espécies de mamíferos e 112 de aves que povoam o local. Atualmente o local tem uma área de campismo e seis bungalows aptos para poder receber turistas e cientistas que têm investigado a vida selvagem neste projeto de conservação.
Desde 2020 que Stefan Van Wyk começou a reintroduzir espécies que tinham desaparecido com a guerra, como a girafa e a zebra e, neste ano, está prevista a chegada de uma manada de 16 elefantes provenientes da Namíbia. “Queremos repovoar a área com elefantes para contribuir para a riqueza do Cuando Cubango (província angolana do sul), para o povo ter um futuro no ecoturismo”, disse o empresário, que recebe normalmente os turistas por via aérea.
Stefan van Wyk quer alargar a reserva privada – a única em Angola – para os 200 mil hectares para ter área suficiente para animais de grande porte, como elefantes e búfalos, e transformar o Cuatir no maior parque de safaris sob gestão privada em África, potenciando o turismo e criando postos de trabalho.
“A África do Sul tem o Tswualu, acho que com 100 mil hectares, Namíbia tem Erindi, com 70 mil hectares, e este vai ser o maior parque privado em África para ecoturismo”, ambiciona, frisando que a província angolana do Cuando Cubango é a mais adequada à vida selvagem, graças à extensa mancha florestal e ao regime de chuvas.
“Acho que o turismo pode contribuir muito para a economia de Angola, neste momento entram poucos turistas (…) e as viagens autónomas não trazem muito dinheiro para o país, queremos ajudar a nossa economia e nosso povo nessa área”, acrescentou.