Em entrevista à agência Lusa, o economista-chefe do Banco Fomento Angola (BFA), José Miguel Cerdeira, afirmou que a instituição reviu a previsão de recessão em 2023, prevendo que tenha conseguido uma expansão de até 1%. O economista refere que a queda menos acentuada do PIB petrolífero e o facto de alguns sectores da economia não petrolífera não terem entrado em recessão explicam os resultados de 2023
Sobre a previsão de crescimento económico para 2024, José Miguel Cerdeira acredita numa aceleração até aos 2,4%, apesar da saída de moeda estrangeira e do condicionamento da componente cambial.
Ainda esta semana, a consultora Oxford Economics indicou que a inflação vai continuar a subir, em Angola, e que atinja 23% durante este semestre, depois dos 20% registados em dezembro. O atual valor é o registo mais elevado, desde agosto de 2022. Os preços dos bens alimentares e das bebidas, a desvalorização da moeda nacional, a retirada dos subsídios dos combustíveis e o preço dos transportes, são os principais fatores apontados pelos analistas.
Para a Oxford Economics, o Banco Nacional de Angola deverá manter a taxa de câmbio entre os 830 e os 845 kwanzas por dólar, até final de 2024, e aconselhou o aumento das taxas de juro.