A companhia aérea brasileira Azul anunciou o encerramento das operações em 13 cidades, eliminando um total de 53 rotas consideradas pouco rentáveis, como parte de um plano estratégico de recuperação judicial nos Estados Unidos. A estratégia incluirá também a redução da frota em cerca de um terço e reajuste nos preços das passagens para maximizar receitas e atingir uma ocupação média de 83% nos voos.
A Azul pretende concentrar suas operações nos principais hubs aeroportuários, nomeadamente Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife, de forma a otimizar a conectividade. Essas medidas vêm acompanhadas de um esforço para melhorar o atendimento a bordo e novas fontes de receita, incluindo a cobrança por bagagem despachada.
Estas ações ocorrem no contexto da recuperação judicial da Azul, que já garantiu US$ 1,6 mil milhões em financiamento e planeia eliminar mais de US$ 2 mil milhões em dívidas, com previsão de conclusão do processo até fevereiro de 2026. A operação da companhia deverá continuar normalmente, sem cortes massivos de pessoal, enquanto mantém a prioridade na reestruturação financeira