A TIM Brasil, a operadora com a maior cobertura 5G do país, abastecendo mais de mil cidades, e a única a alcançar todas as cidades com a rede 4G, divulgou o lançamento do sinal 5G na Antártica, expandindo a sua presença tecnológica na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), uma base antártica pertencente ao Brasil localizada na ilha do Rei George, na Antártida.
A empresa também anunciou a produção de uma série documental, prevista para ser lançada em 2026, que acompanha a rotina e o trabalho dos cientistas e investigadores brasileiros presentes na Estação desde 2022, quando a operadora ali implementou o 4G.
A assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) para a implementação do 5G decorreu numa cerimónia oficial, realizada na Embaixada da Itália, em Brasília, no dia 26 de novembro, e contou com a presença do CEO da TIM Brasil, Alberto Griselli, o Embaixador da Itália, Alessandro Cortese, bem como autoridades do Governo Brasileiro, incluindo a Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, o Ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o Ministro da Defesa, José Múcio, e o presidente da Anatel, Carlos Baigorri.
Chegar com o 5G à Antártica reforça o compromisso da investigação brasileira, oferecendo melhores condições para que investigadores nacionais e internacionais avancem em estudos essenciais para o país e para o planeta: em 2025, mais de 180 investigadores de 29 projetos selecionados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) participaram na missão da Estação brasileira.
A partir de 2026, com o 5G, os dados de levantamentos e estudos passarão a ser transmitidos em tempo real, acelerando os resultados, além de possibilitar o alcance global das pesquisas climáticas, ambientais e de telemetria.
Além disso, a infraestrutura da rede TIM na Antártica foi projetada para resistir ao ambiente extremo: antenas com sistemas de aquecimento e vibração evitam o acúmulo de gelo e asseguram estabilidade contínua de transmissão.
“Conectar a Antártica com o 5G é abrir novas possibilidades para a ciência. A conectividade encurta distâncias e fortalece as relações profissionais e humanas. Agora a nova tecnologia pode potencializar esse avanço. Em um momento em que debates globais, como os da COP30, reforçam a urgência climática e ambiental, usar a tecnologia para apoiar as pesquisas na Antártica torna-se essencial”, afirmou Alberto Griselli, CEO da TIM.
“Com a conexão 4G fornecida pela TIM é possível a comunicação com a Estação e envio de dados coletados pelas pesquisas. E, com o 5G, isso acontecerá em tempo real. Num ambiente extremo como é a Antártica, a tecnologia faz toda diferença para segurança e apoio logístico das atividades realizadas”, complementou o Contra-Almirante Robledo, secretário da Comissão Interministerial para Recursos do Mar.
Ígor Lopes