As autoridades brasileiras evoluíram nas investigações em relação às duas explosões ocorridas na noite do dia 13/11 na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em frente à sede do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma pessoa morreu.
A vítima mortal trata-se de Francisco Wanderley Luiz, quem lançou os artefactos em direção ao STF, segundo as investigações, e depois deitou-se sobre um explosivo, que foi detonado. Informações da Polícia Federal (PF) brasileira dão conta de que Wanderley Luiz também seria o dono do veículo que explodiu no Anexo IV da Câmara dos Deputados. No porta-malas do veículo, foram encontrados fogos de artifício, que foram detonados pelo esquadrão anti bombas, e tijolos. O ato está a ser considerado terrorista.
O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, afirmou que o episódio “não é um facto isolado, mas conectado com várias outras ações que já são apuradas em outras investigações”.
Um guarda do STF disse à Polícia Civil do Distrito Federal, de acordo com a imprensa local, ter presenciado o momento em que o homem explodiu bombas na Praça dos Três Poderes, próximo a uma estátua da Justiça.
“O indivíduo trazia consigo uma mochila e estava em atitude suspeita em frente à estátua, colocou a mochila no chão, tirou um extintor, tirou uma blusa de dentro da mochila e a lançou contra a estátua. O indivíduo retirou da mochila alguns artefactos e com a aproximação dos seguranças do STF, o indivíduo abriu a camisa os advertiu para não se aproximarem”, pode ler-se num trecho do Boletim de Ocorrência da Polícia Civil citado pelo jornal.
Imagens das câmaras de segurança captadas no STF confirmam a versão do depoimento. Wanderley Luiz aproxima-se do prédio do Supremo e lança algo em direção à estátua da Justiça, logo depois surgem as explosões.
De imediato, um segurança do STF aproximou-se e abordou Wanderley Luiz, que recuou. Pouco depois, lançou um artefacto em direção ao STF. Depois, lançou um segundo, que explodiu instantes depois. Em seguida, acendeu mais um e deitou-se com a cabeça sobre o explosivo, que foi detonado.
O autor do ato tinha 59 anos e era chaveiro em Rio do Sul, cidade de 72 mil pessoas na região do Alto Vale do Itajaí, a 200 km de Florianópolis, no Sul do Brasil. Em 2020, concorreu a vereador da cidade utilizando o nome Tiü França, mas recebeu apenas 98 votos e não foi eleito. Foi candidato pelo Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante as explosões, o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, não estava mais no Planalto, e não houve ordem para evacuar o prédio. A segurança do palácio foi reforçada com integrantes do Exército.
Depois do incidente, Lula reuniu-se com os ministros do STF Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin no Palácio da Alvorada. O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, também esteve na residência presidencial.
Em nota enviada à Comunicação Social, o STF informou que, após a sessão desta quarta, “dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança” e que “os servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela”.
Ígor Lopes