A secretária municipal de Relações Internacionais de São Paulo, Angela Gandra, destacou os avanços da missão oficial à China realizada em outubro e afirmou que 2025 será um ano de expansão da cooperação com cidades chinesas. Em entrevista, Gandra explicou que a viagem — que incluiu encontros em Beijing e participação na reunião da CGLU, em Xi’an — reforçou parcerias em sustentabilidade, mobilidade elétrica, segurança urbana e intercâmbios educacionais.
Segundo a secretária, São Paulo pretende reativar e dinamizar os irmanamentos com as 11 cidades chinesas parceiras, com foco em agricultura urbana, transporte, inovação e educação.
A expansão do ensino de mandarim nas escolas públicas e um novo acordo de cooperação técnica permitirão enviar professores da rede municipal para programas internacionais.
A missão também abriu diálogo sobre projetos de eletrificação da frota, uso de biometano e possíveis financiamentos do Banco da China, além de adaptações de modelos de gestão às normas brasileiras de proteção de dados.
Angela Gandra destacou ainda o valor simbólico e cultural da relação com a China, mencionando a peónia de Heze como elemento de soft power. Para ela, a paradiplomacia das cidades tem um papel decisivo: “Queremos relações suaves, baseadas no respeito, na escuta e na sensibilidade cultural”.
A Prefeitura pretende agora transformar os resultados da missão em ações concretas, aprofundando a cooperação bilateral com Beijing, fortalecendo parcerias técnicas e ampliando a presença de São Paulo em redes internacionais de governança urbana.