Imagem: Sofia Lourenço, Vytor Ferro, secretário municipal, e Luciano Barbosa (dir.), prefeito de Arapiraca. Foto: divulgação/autoridades brasileiras em Arapiraca
A presidente da Associação Mais Lusofonia, Sofia Lourenço, realizou, no dia 11 de junho, uma visita institucional à cidade brasileira de Arapiraca, no estado de Alagoas, numa iniciativa que visou “reforçar os laços de cooperação entre Cabo Verde, Portugal e Brasil através da cultura, da economia criativa e da valorização das identidades lusófonas”.
Recebida pelo prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, e pelo secretário municipal Vytor Ferro, esta responsável participou num conjunto de encontros destinados a explorar oportunidades de intercâmbio internacional e de aproximação entre territórios unidos pela língua portuguesa e por uma herança histórica comum.
A visita resultou igualmente num convite oficial dirigido ao município brasileiro para participar na Bienal Internacional das Artes e Ofícios, integrada no Evento Internacional das Cidades Criativas, que decorrerá em Castelo Branco, Portugal, permitindo a projeção internacional do artesanato produzido em Arapiraca.
Sofia Lourenço destaca união entre países lusófonos
Durante a visita, Sofia Lourenço sublinhou a importância da cooperação entre os países que partilham a língua portuguesa e defendeu uma aproximação baseada na valorização das raízes culturais comuns.
“Para mim foi uma honra ser recebida em Arapiraca representando a Mais Lusofonia, mas também enquanto cônsul honorária de Cabo Verde em Portugal para os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu, sendo esta uma forma de união de forças entre Brasil, Portugal e Cabo Verde. Só assim faz sentido, pois temos a mesma língua, apenas com sotaques diferentes, conjugando história e tradições”, frisou.
Sofia realçou também a visão estratégica do município brasileiro relativamente à sua internacionalização, valorizando uma autarquia “preocupada com a sua população na íntegra e visionária com os objectivos de internacionalização”.
Durante os encontros realizados em Arapiraca, Sofia Lourenço apresentou ainda aos responsáveis municipais a obra “O Sabor da Lusofonia”, publicada pela “Mais Lusofonia”, associação sediada em Castelo Branco e presidida por Sofia Lourenço.
O livro reúne receitas oriundas dos vários territórios que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), incluindo Beira Baixa, Algarve, Douro, Alentejo, Ribatejo, Lisboa e Vale do Tejo e Beira Alta, bem como de diferentes estados brasileiros, entre os quais Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná e Ceará. Este projeto conta ainda com receitas provenientes de Cabo Verde, através das ilhas de Santo Antão e Santiago, além de contributos da Guiné-Bissau, Angola, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau.
Arapiraca convidada para representar o Brasil em Castelo Branco
Outro dos principais resultados da deslocação foi o convite formal para que Arapiraca participe na Bienal Internacional das Artes e Ofícios, evento que integra o programa do Evento Internacional das Cidades Criativas e que reúne representantes de vários países em Castelo Branco.
A iniciativa permitirá que artesãos do município apresentem as suas criações a um público internacional, promovendo o património cultural local, estimulando novas oportunidades comerciais e reforçando a visibilidade do artesanato arapiraquense além-fronteiras.
A prefeitura brasileira considerou que o convite representa uma “oportunidade para valorizar o trabalho dos artesãos locais e abrir novos mercados para produtos associados à identidade cultural da região”.
“A nossa cidade recebeu o convite para levar a riqueza e a identidade do artesanato arapiraquense ao Festival de Castelo Branco, em Portugal. Uma oportunidade única para apresentar ao mundo o talento, a criatividade e a história das nossas artesãs e artesãos”, salientou.
Na mesma declaração, o município do estado de Alagoas reforçou a importância do apoio institucional ao setor.
“Seguimos trabalhando e apoiando iniciativas que valorizem quem transforma arte em sustento, cultura e desenvolvimento. Investir no artesanato é preservar tradições, gerar renda e abrir novos caminhos para que o nome de Arapiraca ultrapasse fronteiras”, acrescentou.
Ígor Lopes