Trinta e dois militares angolanos, entre quais oito oficiais, morreram na manhã desta segunda-feira 3 de março, em dois ataques da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) nas aldeias de Tando Maselele e Nviedi, na região de Belize em Cabinda, informou o Estado Maior General da FLEC/FAC através de um comunicado.
De acordo como o Tenente-general João Cruz Mavinga Lúcifer, Chefe da direção das Forças Especiais das FAC (Forças Armadas Cabindesas), que assina o documento, estes ataques surgem na sequência da “entrevista irresponsável de um presidente belicista à frente da União Africana, publicada a 13 de fevereiro de 2025 na revista Jeune Afrique”.
A FLEC/FAC informa também que “centenas de pessoas refugiaram-se na vizinha República Democrática do Congo logo no início dos combates”.
No mesmo documento o Tenente-general João Cruz Mavinga Lúcifer apela aos “investidores franceses e portugueses” para abandonarem “imediatamente Cabinda”.
Alto Comando Militar da FLEC/FAC “lembra que todo o espaço de Cabinda é um território em estado de Guerra, preservando a FLEC-FAC o seu legítimo dever de proteger as populações cabindesas contra as forças de ocupação angolanas”, lê-se no documento.