A Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) apelou à unidade interna, à coesão social e à disciplina organizativa numa mensagem de fim de ano. O comunicado é assinado por Alexandre Tati Builo, presidente da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda, que reafirma a continuidade da luta pela autodeterminação de Cabinda e atribui parte do prolongamento do conflito às divisões internas do povo cabindês
Dirigindo-se a combatentes, refugiados, militantes, simpatizantes e à diáspora, Alexandre Tati Builo considera que a fragmentação interna tem facilitado a manutenção do controlo do território, descrito no texto como uma ocupação neocolonial sustentada por interesses económicos estrangeiros.
O documento identifica três pilares centrais para o sucesso da causa cabindesa: unidade patriótica, coesão fraterna e disciplina de ferro. A liderança da FLEC alerta para os efeitos do conflito interno, da desconfiança e da violência entre cabindeses, defendendo o diálogo e a solidariedade como condições essenciais para o avanço da luta.
Na mesma mensagem a FLEC projeta 2026 como um ano de renovação do compromisso interno e apela à construção de um entendimento comum que permita reforçar a resistência política e social. O comunicado conclui afirmando que a autodeterminação de Cabinda dependerá da perseverança, da organização e da capacidade do povo cabindês de assumir o seu próprio destino