Cabo Verde ultrapassou, pela primeira vez, a fasquia dos 1.000 milhões de euros em reservas externas líquidas.
De acordo com o Banco de Cabo Verde (BCV), o stock de reservas registou 1.019,8 milhões de euros a 11 de dezembro. Este é um patamar considerado robusto e compatível com a estabilidade macroeconómica do país, garantindo a sustentabilidade do regime cambial de indexação ao euro.
A instituição financeira indica ainda que o desempenho das reservas externas líquidas resulta da conjugação de diversos fatores, sobretudo a política monetária, a dinâmica do turismo, o aumento do Investimento Direto Estrangeiro (IDE) e das remessas dos emigrantes.
Recorde-se que as reservas externas oficiais são ativos externos detidos e geridos pelo BCV, que incluem moeda estrangeira (euros, dólares, ienes), títulos de dívida de outros países e outros ativos líquidos.
Estes ativos funcionam como uma espécie de “poupança” do país, usada na execução da política monetária e cambial, além de servir para assegurar a capacidade de honrar os compromissos financeiros com o estrangeiro e manter a confiança no sistema financeiro nacional.