A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) condenou esta terça-feira, 30.01, “o uso desproporcionado de gás lacrimogéneo contra os alunos” no Liceu de Hafia em Bissau.
A vice-presidente da organização defensora dos Direitos Humanos, Claudina Viegas anotou “ uso de gás lacrimogéneo pela polícia contra os alunos”, que participavam numa vigília para exigir a exoneração do director nomeado pelo Governo da iniciativa presidencial.
Em Mansoa, norte da Guiné-Bissau, a polícia terá regido violentamente contra os alunos que manifestavam exigindo também a exoneração do director de Liceu Regional Quemo Mané, por alegada “falta de formação pedagógica”.
A 15 de Janeiro o ministério de Interior proibiu qualquer tipo de manifestação em todo território nacional, alegando uma suposta proliferação de armas, na sequência do confronto entre a Guarda Nacional e o exército que decorreu de 30 de Novembro e 01 de Dezembro de 2023.
Os protestos dos alunos em diferentes Liceus do país acontecem quando os sindicatos dos professores entregaram Cadernos reivindicativos ao Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, em que exigem, entre outros, a aplicação de carreira docente, pagamento de dívidas e melhoria de condições laborais.
Sindicato quer auditoria na Escola Superior da Educação
Entre outras exigências, o Sindicato Nacional dos Professores e Funcionários da Escola Superior da Educação (SIESE) quer a realização de uma “auditoria em todas as Unidades que compõem a ESE (Escola Superior da Educação) e a exoneração dos subdirectores de Unidade da ESE que não têm a formação superior”.
Aos jornalistas a vice-Presidente do SIESE, Isabel Pereira Djedju, disse que o Sindicato exige também “a aplicação da Carreira Docente Universitária, a redução urgente do excesso de número de alunos por turma, de modo a garantir o bom funcionamento das aulas nas diferentes unidades da ESSE”, bem como a “elaboração de um plano de superação de docentes e desbloqueamento de salários aos professores que foram concedidas licenças de estudo no estrangeiro”.
O Sindicato incluiu ainda no caderno reivindicativo “pagamento de dívidas de professores novos ingressos e contratados de Escola Superior da Educação”.
(foto arquivo)