Guiné-Bissau: APU-PDGB acusa Sandji Fati de cumplicidade em assassinatos

A Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) qualificou Sandji Fati, deputado e Conselheiro do Presidente da República, de “um grande intriguista, sem perfil militar e crédito”.

Esta quarta-feira, 14 de Agosto, durante uma conferência de imprensa para reagir às declarações de Presidente da República e de Sandji Fati, sobre um suposto envolvimento de Nuno Gomes Nabiam na tentativa de golpe de estado de 1 de Fevereiro de 2022, Agostinho da Costa, Secretario Nacional de APU-PDGB acusou Sandji Fati de ter participado “em tudo que aconteceu na Guiné-Bissau”.

“Esteve em 17 de Outubro de 1986 nas intrigas que culminou com assassinatos de vários militares e civis, entre os quais, Paulo Correia, Braima Bangura, João da Silva, Viriato Pa, Bighate Nabiat e outros, assim como participou em 7 de Junho, 1 e 2 de Março que tiveram como consequências a morte de Ansumane Mane, Tagme Na Waie e Nino Vieira respetivamente”, disse o dirigente político.

De acordo com Agostinho da Costa “ele [Sandji Fati] nunca tem seguido a carreira militar conforme as leis, saiu de tenente para tenente-coronel e de tenente-coronel para tenente general”.

Da Costa questionou ainda o Presidente da República “por que não exonerou Nuno Gomes Nabiam primeiro-ministro”, se este estivesse envolvido na alegada tentativa de golpe de Estado.

A acusação proferida contra Nuno Nabiam é considerada por Agostinho da Costa de “infundada e sem sentido”, tendo lembrado que chefe de Estado teria afirmado que os implicados na suposta tentativa de golpe de estado eram narcotraficantes.

Agostinho da Costa qualificou ainda o presidente da República de “corrupto, intriguista, tribalista, divisionista e traidor do seu povo”.

A “APU-PDGB, entende que o senhor presidente da República manifesta a sua inquietude, razão pela qual não marcou as eleições presidenciais por reconhecer a sua derrota. Por isso, tenta de forma frustrada manipular todas as instituições públicas, interferências nos partidos políticos, compras de consciências e, isto para justificar o golpe de estado que ele próprio está preparando”, Agostinho da Costa.

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