O antigo Presidente da República, José Mário Vaz, tem intensificado nos últimos tempos contactos com diferentes formações políticas, procurando contribuir para a superação da crise institucional que se arrasta desde a dissolução do Parlamento e a queda do Governo em 2023.
Esta quarta-feira, 17 de setembro, o ex-chefe de Estado reuniu na sua residência com o deputado Braima Mané e com Mamadu Traualé, líder do Partido Nossa Pátria, num encontro destinado a discutir soluções conjuntas e sustentáveis para a Guiné-Bissau.
“Ainda não terminamos a agenda de hoje. Deveríamos receber o presidente da API-Cabas, Garandi, pelo facto de o líder ter viajado e ter voltado ontem, comunicou logo que o encontro não seria possível à hora prevista”, explicou José Mário Vaz, sublinhando que “é possível encontrar paz duradoura se todos unirem os esforços” em torno de consensos políticos.
Dias antes, o presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, afirmara aos jornalistas que o seu antecessor estaria “na reforma”, afastando qualquer hipótese de recandidatura de José Mário Vaz, com base numa promessa alegadamente feita pelo próprio antigo chefe de Estado.
Em resposta, José Mário Vaz declarou que “Se alguém não te respeita, respeite a si mesmo”, evocando a figura do falecido Presidente Nino Vieira numa alusão a líderes considerados reformados da cena política.
José Mário Vaz, que presidiu à Guiné-Bissau entre 2014 e 2020, num mandato pautado por uma intensa instabilidade governativa, marcada pela nomeação de oito primeiros-ministros, entre os quais três constitucionais, nomeadamente Domingos Simões Pereira, Carlos Correia e Aristides Gomes.