O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló disse que o líder do parlamento guineense e da Coligação PAI-Terra Ranka é “um fugitivo” e “golpista” tendo insistido que “não haverá indisciplina na Guiné -Bissau”, numa resposta a Domingos Simões Pereira sobre o fim de mandato presidencial a 27 de Fevereiro.
“Esta não é a primeira vez que Domingos Simões Pereira está a apelar ao povo guineense para sair a rua”, começou por dizer após a deposição de uma Coroa de flores no mausoléu da Amura para assinalar 52 anos do assassinato de Amílcar Cabral, líder da luta de libertação guineense e cabo-verdiana.
Para o chefe de Estado o povo guineense gosta mais de dele, razão pela qual o elegeu, e frisou que só vai sair através das urnas e “quem tentar fazer golpe, pagará caro mesmo”.
As Coligações políticas da oposição, nomeadamente PAI-Terra Ranka e a Aliança Patriótica Inclusiva exigem o cumprimento das recomendações da CEDEAO para a saída de crise, uma vez que à luz dos instrumentos jurídicos nacionais, e de acordo com Domingos Simões Pereira, “o Presidente da República não tem competências legais de marcar uma nova data para presidenciais”, apontando a necessidade de três meses para decretar a realização de escrutínio.
Em resposta esta segunda-feira, 20 de Janeiro, o chefe de Estado guineense disse que não foi a CEDEAO nem as Nações Unidas que o colocaram no poder.
“Não haverá desordem na Guiné-Bissau e aquelas organizações sabem quem é Umaro Sissoco Embaló e quem não está de acordo com a data de 4 de Setembro, pode recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça”, disse o presidente guineense.