Guiné-Bissau: Sissoco disse que não se pode confirmar se Tanu Bari morreu ou está vivo

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, pronunciou-se esta quinta-feira (31.07) sobre o desaparecimento do seu antigo agente de segurança, Mamadú Tanu Bari.

À saída do Conselho de Ministros, Sissoco Embaló reconheceu que Bari está desaparecido, mas sublinhou que “não existe qualquer elemento comprovativo” de que os restos mortais encontrados em João Landim sejam de Tanu Bari.

O Chefe de Estado disse que “não se pretende falar muito sobre o assunto, porque o caso está em segredo de justiça e o inquérito decorre”, e acrescentou que, segundo os dados recebidos pelo Serviço de Informação e Segurança (SIS), “os restos mortais encontrados nem sequer foram desembrulhados” e que “não se pode confirmar nem que Tanu Bari morreu nem que está vivo”.

Segundo Sissoco Embaló, “foi referido até que se trataria de uma mulher ou de um espanhol, e a Presidência não pode se basear em boatos”, tendo lamentado que “o caso está a ser politizado”.

Na mesma ocasião o Presidente confirmou a autenticidade de uma gravação – áudio de uma alegada conversa com Tanu Bari, e garantiu que “sabia perfeitamente que estava a ser gravado”. Apesar dessa confirmação, reiterou que “não seriam avançados detalhes sobre o conteúdo”.

De acordo com Embaló, Tanu “é um menino” que é tratado como um filho, “tal como Tcherninho e outros”. No entanto, insistiu que “se deve esperar pela justiça” e reforçou que “os serviços de segurança asseguraram que os restos mortais não tinham sido desembrulhados”. Segundo o Presidente “a única confirmação vem das pessoas que encontraram os restos, que disseram reconhecer a fotografia”.

Relativamente às alegadas tentativas de golpe de Estado, o Presidente reiterou que “jamais acontecerá 1 de Fevereiro”, e que “quem tentar, terá resposta adequada”.

Sublinhou que “o país tem segurança” e que “não se pode continuar a lidar com políticos bandidos”. Embaló lembrou que “um ataque foi sofrido nesta mesma sala, e isso não voltará a acontecer, porque foram tomadas as devidas medidas”.

Relativamente ao processo do MADEM-G15, afirmou que “não existe interferência no Acórdão do Tribunal de Relação”, e defendeu que “não deve permitir” que o partido se desagregue.

Sobre a exoneração do Procurador-Geral da República (PGR), o Chefe de Estado desdramatizou, considera normal e que as exonerações não devem ser encaradas como um ‘bicho de sete cabeças’.

“Ao Ministério Público, não podemos falar de governação, mas sim de fiscalizador da legalidade. Ele cumpriu a sua tarefa e o PR achou que chegara a altura de sair. Aliás, é possível que ele também queria sair. Não há nada de especial nisso”, disse Sissoco Embaló.

Quanto à libertação do Coronel Júlio Mambali, o chefe de Estado considerou que se trata de uma “situação normal”, e reafirmou que “o episódio de 1 de Fevereiro jamais poderá repetir-se”.

“Tomei as medidas para que o país tenha segurança. Quem tentar, terá a resposta adequada. O país tem segurança. Não podemos continuar a lidar com políticos bandidos. Fui atacado nesta sala. Isso, jamais vai acontecer, porque tomei as devidas medidas”, disse Sissoco Embaló.

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