A Rede Oeste Africana para a Edificação da Paz (WANEP-GB) sublinhou esta terça-feira, 30 de setembro, a relevância do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) na preservação da estabilidade social durante o processo eleitoral, considerando que a crise política “ganhou novos contornos” após a exclusão das coligações PAI-Terra Ranka e API Cabas Garandi das eleições de novembro.
A coordenadora nacional da ONG, Denise dos Santos Indeque, advertiu que a decisão do Supremo tribunal, vista pela maioria dos guineenses como “aberrante, injusta, arbitrária e desproporcional, pode acelerar o caos e minar a paz social, gerando incerteza e instabilidade”.
Classificando o processo como “complexo e sensível”, a ativista criticou os discursos “musculosos e desencorajadores” e destacou que “o papel do Supremo Tribunal de Justiça, observando a finalidade do direito, é, e deve ser, de promover a justiça e a pacificação social”.
Dirigindo-se aos magistrados, Denise dos Santos Indeque apelou a que adotem “uma postura equidistante, uma atitude isenta, corajosa e ética”, e que as suas deliberações sejam “criteriosas e equilibradas, com base na razão e na lei”, salvaguardando os interesses nacionais.
“Esse exigente e complexo processo eleitoral requer uma conduta cidadã patriótica, pois, o futuro de mais de 2 milhões de cidadãos guineenses depende largamente da sua boa e equilibrada decisão”, concluiu.