O Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique, Bernardino Rafael, não está satisfeito pelo facto dos deputados da Assembleia da República, na sua maioria da bancada da FRELIMO, não aprovarem a Lei da Polícia submetida ao Parlamento há mais de 10 anos.
Aquele responsável considera inexplicável a falta de aprovação da proposta remetida e apela aos políticos que tenham mais respeito aos agentes da Polícia da República de Moçambique.
“Na verdade, é difícil dirigir uma Polícia com uma Lei desprezada. Não conheço nenhum país com uma experiência dessa forma. O país tem instituições com leis em dia, menos a polícia que não tem uma Lei em dia. É difícil fazer passar a Lei da Polícia nesse país”, lamentou visivelmente chateado.
O Comandante Rafael diz que calou por muito tempo “Calei e fiquei calado por muito tempo, agora, estou a responder às preocupações dos colegas que estão ansiosos, a perguntar, será que nós existimos, por que é que não somos reconhecidos?”.
Na sua intervenção na cidade de Pemba nesta semana, o comandante expressou que apesar do “desprezo” pelos políticos, os moçambicanos reconhecem a sua polícia “porque cada um dos moçambicanos tem um membro da família que é polícia, incluindo aqueles que têm receio de aprovar a Lei, têm familiares polícias. Nas cerimónias fúnebres, nas missas da igreja, vão com irmãos polícias”, enfatizou.