A Renamo acusou o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, de ferir o Acordo Geral de Paz e fazer discursos de ódio que mancham a democracia.
Segundo o partido da oposição, o chefe de Estado quer governar com base na ditadura. Esta e outras críticas foram feitas à imprensa, convocada pela parte queixosa nesta terça-feira, 29 de julho.
Trata-se de uma reação ao discurso de Chapo proferido na aula inaugural do curso de Defesa Nacional, há cerca de dez dias, onde questionou a validade do Acordo Geral de Paz, assinado em 1992. Este acordo foi feito entre o Governo da altura e a formação política da oposição.
“Queremos aqui e agora, primeiro, repudiar veementemente todos os discursos de ódio e intolerância que o Presidente da República tem vindo a proferir nas suas viagens de trabalho, por colocar em causa o estado de Direito Democrático , a reconciliação nacional, a estabilidade económica e promover a arrogância como método de governação”, declarou o porta-voz da Renamo, Marciel Macome.
A Renamo também condenou a exclusão de generais do partido das Forças de Defesa e Segurança (FDS).
“O Acordo Geral de Paz preconizava que as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique deveriam ser compostas 50 por cento por forças populares e 50 por cento por guerrilheiros da Renamo… porém, numa clara violação dos acordos de Roma, os oficiais generais, superiores e outros foram sendo renegados por meio da passagem à reserva compulsiva, mesmo sem respeitar os critérios de idade de tempo de exercício da atividade. Atualmente, todos os ramos das FDS são dirigidos por membros das Forças Populares”, esclareceu.