Em novembro, o valor a que os bancos avaliam as casas para conceder crédito à habitação subiu 18,4% em termos homólogos, atingindo um novo máximo histórico de 2.060 euros por metro quadrado, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se da segunda maior subida desde que há registos, apenas atrás dos 18,7% registados em julho.
Uma habitação de 100 metros quadrados está agora avaliada, em média nacional, em 206.000 euros, embora existam diferenças significativas entre regiões e tipos de imóveis. Apesar do aumento do valor, o número de avaliações bancárias caiu ligeiramente para 36.282 (22.787 apartamentos e 13.495 moradias), uma diminuição de 2,4% face a novembro de 2024.
A Península de Setúbal registou a maior valorização anual, com um aumento de 26,9% para 2.493 euros por metro quadrado. Lisboa (20,8%) e Oeste e Vale do Tejo (23,6%) também tiveram subidas acima de 20%. No Norte, o valor médio subiu 17,7% para 1.760 euros/m², enquanto Algarve e Madeira registaram 17,2% e 17,3%, respetivamente. Centro (14,5%), Açores (15,5%) e Alentejo (16,9%) tiveram crescimentos mais modestos.
Por tipologia, os apartamentos valorizaram 22,9%, atingindo 2.389 euros/m², enquanto as moradias subiram 13,6%, para 1.500 euros/m².