O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, declarou que a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) não deve permanecer na cidade de uma “superpotência ou de um membro permanente do Conselho de Segurança”, como é o caso de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA).
“Ao longo das últimas décadas, aprendemos lições importantes”, declarou o governante num discurso proferido na Universidade de Messina, em Itália, por ocasião da cerimónia de atribuição do título doutor ‘honoris causa’ em Ciências Políticas.
Ramos-Horta disse ainda que outra lição aprendida é a necessidade urgente de reformar o Conselho de Segurança da ONU.
“Ampliar a sua composição para 31 Estados, eliminar a categoria de membros permanentes e substituir o veto por uma maioria qualificada de dois terços, a ser confirmada no mesmo dia pela Assembleia Geral”, defendeu.
O chefe de Estado considera que as regiões asiática e africana estão sub-representadas e que o grupo ocidental está “excessivamente representado”, além de sugerir que a escolha do secretário-geral da ONU seja feita com base em “candidaturas abertas a qualquer cidadão qualificado de um Estado-membro”.