O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, partilhou que ficou “extremamente preocupado” com a linguagem usada em relação à China no Diálogo de Shangri-La, uma plataforma de debate sobre os desafios de segurança na Ásia.
“Vim extremamente preocupado com a linguagem da parte de alguns países, mas, sobretudo, dos Estados Unidos com as relações com a China”, afirmou perante os jornalistas no Aeroporto Internacional de Díli.
“Em vez de se procurar uma linguagem mais suavizadora, de serenidade, de diálogo, o discurso do secretário de Estado da Defesa [Pete Hegseth] mencionou a China 20 vezes. Muitos países ficam desconfortáveis com isso”, acrescentou.
Durante a sua intervenção no Diálogo de Shangri-La, Pete Hegseth acusou a China de se preparar “clara e credivelmente para utilizar potencialmente a força militar para alterar o equilíbrio de poder” na região Ásia-Pacífico, além de ter denunciado o número crescente de incidentes com navios chineses no mar do Sul da China e acusado Pequim de se “apoderar ilegalmente e militarizar” ilhas e ilhéus reivindicados, como é o caso das Filipinas.