O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, considera estranho o facto de Portugal participar nas celebrações da independência do seu país com a presença de um secretário de Estado em vez da do primeiro-ministro português, Luís Montenegro.
Ao falar com a “Antena 1” sobre o Governo português não ter estado representado ao mais alto nível nas celebrações dos 25 anos do referendo que abriu o caminho para a autodeterminação de Timor-Leste, Ramos-Horta disse que “é melhor perguntar ao primeiro-ministro de Portugal” o motivo.
O governante timorense lembrou o contributo de Portugal para a realização do referendo em 1999.
Foi com uma certa ironia que justificou a ausência do primeiro-ministro ou de um ministro do governo português, ao mencionar que “ainda por cima agosto e em Portugal [está] tudo parado (…) talvez teria havido poucos ministros disponíveis (…) porque entraram de férias e bem merecem”.