Parlamento Pan-Africano reforça compromisso com a Paz, a Tolerância e Soluções africanas para conflitos no continente

Decorreu esta semana na sede do Parlamento Pan Africano, na África do Sul a Sexta Sessão Ordinária do Sexto Parlamento que foi marcado por debates profundos e intervenções de alto nível sobre temas como paz, segurança e tolerância, reforçando o papel do órgão legislativo continental na promoção da unidade e da estabilidade na África.

Na abertura, Fortune Charumbira, presidente do PAP, destacou a responsabilidade dos parlamentos africanos em promover a moderação e a coesão entre as nações “Ao procurarmos soluções para os conflitos alheios, devemos garantir que não criemos novos conflitos entre nós”, afirmou Charumbira.

Por exemplo na terça-feira (4), entre os principais destaques do dia esteve a intervenção de Moses Chrispus Okeloo, pesquisador do Instituto de Estudos de Segurança, que alertou para a grave crise humanitária no Sudão, onde mais de 10 milhões de pessoas foram deslocadas e cerca de 25 milhões enfrentam risco de fome.

Okeloo sublinhou que o conflito, agravado pelo apoio militar estrangeiro e pela proliferação de armas, exige uma resposta urgente com missões de apuramento dos factos, coordenação com a União Africana e ações firmes para conter a exploração ilícita de recursos.

O embaixador do Sudão na África do Sul fez um relato comovente sobre o impacto humano do conflito, sobretudo em Al-Fashr, onde mais de 1.500 civis perderam a vida.

O diplomata denunciou a interferência externa como um dos fatores que ampliam o sofrimento do povo sudanês, chamando o conflito de “uma guerra contra o povo e contra a soberania do Sudão”.

Um comunicado do PAP, destaca que durante os debates, os parlamentares enfatizaram o diálogo e a negociação como meios primordiais para resolver disputas e defenderam o envio de missões de observação e apuramento para países como Sudão, Madagascar, Tanzânia e Uganda. Também destacaram o apoio a iniciativas regionais de reconciliação no Sudão do Sul e a necessidade de mecanismos de alerta precoce e acesso humanitário rápido.

As recomendações práticas apresentadas incluíram o apoio a cessar-fogos, sanções a atores que alimentam conflitos, facilitação de corredores humanitários, engajamento da juventude, fortalecimento da supervisão parlamentar e o reforço da diplomacia parlamentar como instrumento essencial para a paz e a segurança no continente.

No encerramento, segundo o Comunicado, o Presidente Fortune Charumbira agradeceu aos oradores e reforçou a missão do Parlamento Pan-Africano destacando que “Como líderes, devemos encarar a verdade com calma e convicção. Este Parlamento deve ser a consciência da África, defendendo a paz, a justiça e a unidade”, declarou.

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