A organização humanitária Cruz Vermelha no Quénia alertou, no princípio desta semana, que quase ou mais de dois milhões de pessoas enfrentarão uma grave crise alimentar em pelo menos 32 distritos, entre outubro e dezembro do corrente ano.
A organização aponta como principal causa da situação a seca prolongada, resultante da insuficiência de chuvas, originadas por questões climáticas.
O vice-presidente da Cruz Vermelha no Quénia, Kithure Kindiki, afirmou que o Governo deve reforçar as suas intervenções nas 32 zonas identificadas, fornecendo alimentos e assegurando o abastecimento de água para as populações humanas e para os animais.
A situação de seca severa no Quénia já havia sido alertada num relatório divulgado em setembro, no qual o país é classificado como tendo triplicado a insegurança alimentar aguda desde 2016, passando de 13,9 milhões para 41,7 milhões de pessoas em 2025.
Para além das causas climáticas, são também apontados os conflitos e as pressões económicas, como outros factores da insegurança alimentar.