A União Africana está empenhada em esforços diplomáticos que visam alcançar um cessar-fogo no Sudão e no leste da República Democrática do Congo, actualmente em conflito, situação que tem resultado numa grave crise humanitária.
As negociações diplomáticas estão sob a liderança de vários intervenientes conforme revelou o comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, Bankole Adeoye, no final da 39.ª sessão ordinária da União Africana, realizada em Addis Abeba na semana passada, onde anunciou aos jornalistas que a cúpula assumiu o compromisso de liderar os esforços para a resolução dos conflitos, com apoio incondicional.
Bankole Adeoye reconheceu que o fim dos conflitos nas duas regiões exige coesão continental e afirmou que há progressos nas mediações, conforme o mais recente relatório orientado pelo Presidente do Togo, Faure Gnassingbé,um dos mediadores da União Africana.
Segundo o comissário, espera-se um cessar-fogo na República Democrática do Congo, bem como o fim da catástrofe humanitária no Sudão, sublinhando que as hostilidades devem ser encerradas por meio de mecanismos políticos.
Na ocasião, a fonte também comentou a posição da União Africana sobre mudanças inconstitucionais de governo, destacando que a organização adopta tolerância zero quanto a essas situações. Por esse motivo, seis Estados-membros encontram-se suspensos, estando em curso processos de diálogo contínuo para facilitar transições credíveis, de acordo com a ordem constitucional de cada país.