O maior estudo até hoje sobre a proibição de telemóveis nas escolas analisou dados de cerca de 4600 estabelecimentos de ensino nos EUA e concluiu que estas medidas têm impacto claro, mas não exatamente nos resultados esperados.
A investigação, conduzida por universidades como Stanford e Duke, mostra que as proibições reduzem drasticamente o uso de telemóveis em sala de aula: a utilização para fins pessoais caiu de 61% para 13%, confirmando que as regras são eficazes na prática.
No entanto, os efeitos no desempenho académico são quase nulos nos primeiros anos. As notas não melhoram de forma significativa e também não há alterações relevantes na assiduidade ou no bullying online.
Em termos de comportamento, houve até uma fase inicial de aumento de suspensões, associada à adaptação das regras, mas essa tendência estabilizou com o tempo.
Já no bem-estar dos alunos, os resultados são mais positivos a médio prazo: após uma queda inicial, os níveis de bem-estar acabam por subir e superar os valores iniciais ao fim de dois a três anos.
Os investigadores concluem que a medida pode ser útil, mas os seus efeitos são graduais e dependem de tempo e consistência na aplicação.