A Meta pediu a um tribunal dos Estados Unidos para anular um veredicto que a considerou responsável por danos de saúde mental numa jovem utilizadora, num caso considerado pioneiro sobre a alegada “dependência das redes sociais”.
Em março, um júri concluiu que a Meta e a Google foram negligentes na forma como conceberam as suas plataformas e não alertaram adequadamente para os riscos do uso intensivo, atribuindo uma indemnização de cerca de 5,1 milhões de euros à queixosa.
A jovem afirmou ter passado até 16 horas por dia em redes sociais, o que terá agravado sintomas de depressão. O caso tornou-se um precedente relevante e pode influenciar outros processos semelhantes nos Estados Unidos.
A Meta defende que está protegida pela legislação norte-americana que limita a responsabilidade das plataformas sobre conteúdos publicados por utilizadores e argumenta ainda que os problemas da queixosa não estão diretamente ligados às funcionalidades da aplicação.
O caso continua em análise e poderá ter impacto significativo na forma como os tribunais lidam com questões de saúde mental associadas ao uso de redes sociais.