A Meta vai construir uma nova geração de megacentros de dados para suportar os seus sistemas avançados de inteligência artificial, com investimentos estimados em centenas de milhares de milhões de dólares (centenas de milhares de milhões de euros). Estes complexos, com capacidade de operação de vários gigawatts, fazem parte da ambição da empresa em alcançar a chamada “superinteligência”, ou inteligência artificial geral.
No entanto, esta expansão está a gerar críticas crescentes devido ao impacto ambiental, sobretudo pelo elevado consumo de água. Um centro de dados convencional consome em média 1,9 milhões de litros por dia, mas os novos projetos da Meta poderão ultrapassar largamente este valor.
Só no condado de Newton, na Geórgia, foram feitos pedidos para utilizar até 22,7 milhões de litros diários — mais do que todo o consumo da população local.
A situação está a alarmar comunidades e autoridades, que alertam para riscos reais de escassez e aumento do preço da água. Há quem defenda que o uso de água nestes centros deveria ser fortemente regulado ou substituído por tecnologias alternativas de arrefecimento.
A Meta, para já, mantém o rumo e aposta tudo na corrida global à inteligência artificial.