A Tesla criou uma comissão especial para rever a remuneração de Elon Musk, na sequência da anulação judicial do pacote salarial aprovado em 2018, avaliado em dezenas de milhares de milhões de dólares.
A medida procura resolver o impasse jurídico e responder às pressões de Musk por maior controlo na empresa.
A comissão é composta pela presidente do conselho, Robyn Denholm, e por Kathleen Wilson-Thompson, e está encarregue de analisar alternativas, incluindo um novo plano de compensação ou formas de reconhecimento pelo desempenho já alcançado.
O pacote original, que previa 304 milhões de opções de ações, foi considerado “excessivo” por um tribunal do Delaware, que criticou o conselho por ter favorecido Musk em detrimento dos acionistas.
Apesar de os acionistas terem voltado a aprovar o plano em 2023, a decisão judicial manteve-se. Se o pacote for restaurado em recurso, a participação de Musk na Tesla poderá subir de 13% para mais de 20%.
Musk tem exigido maior poder na empresa, afirmando que precisa controlar ao menos 25% das ações para proteger a Tesla e liderar o desenvolvimento de inteligência artificial.
O empresário também tem sido criticado por dividir atenções com a sua start-up xAI e pela sua ligação à administração Trump, o que gerou desconforto entre investidores.
A Tesla, que mudou recentemente a sua sede jurídica para o Texas, contratou um novo escritório de advogados para lidar com a possível reformulação do plano.
Um novo pacote poderá implicar custos elevados e exigirá aprovação dos acionistas.
A assembleia-geral anual, tradicionalmente realizada entre maio e junho, foi adiada, dando mais tempo à comissão para apresentar propostas.