A administração de Donald Trump anunciou o alargamento das restrições de viagem aos Estados Unidos, passando a abranger cidadãos de mais 20 países e pessoas que utilizem documentos emitidos pela Autoridade Palestiniana. Com esta decisão, sobe para 39 o número total de países afetados por proibições totais ou limitações parciais de entrada.
Cinco países — Burkina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul e Síria — passam a estar sujeitos a uma proibição total de entrada nos EUA. Outros 15 enfrentam restrições parciais, entre os quais Angola, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué. As medidas aplicam-se tanto a viagens temporárias como a processos de imigração e entram em vigor a 1 de janeiro.
Estão previstas exceções para residentes permanentes nos EUA, titulares de vistos específicos, como diplomatas e atletas, ou para casos considerados de interesse nacional. No entanto, a nova decisão elimina a possibilidade de imigração para pessoas com passaportes da Autoridade Palestiniana.
A Casa Branca justificou o alargamento com preocupações relacionadas com corrupção, documentos pouco fiáveis, dificuldades na cooperação em deportações e riscos para a segurança nacional. As medidas têm sido alvo de críticas, com organizações de direitos humanos a acusarem a administração de usar a segurança como pretexto para discriminação com base na origem.
Vários países afetados afirmaram estar a avaliar a decisão e a procurar esclarecimentos junto das autoridades norte-americanas, enquanto críticos alertam para o impacto humanitário e diplomático das novas restrições.