A Huawei revelou planos para lançar, em 2026, o Atlas 950 SuperCluster, um sistema de computação que a empresa descreve como o mais poderoso do mundo para inteligência artificial (IA). O anúncio surge num momento em que a presença da NVIDIA na China enfrenta novas restrições impostas pelas autoridades locais.
A Administração do Ciberespaço da China ordenou recentemente a empresas como a ByteDance e a Alibaba que suspendessem a compra e os testes da nova placa RTX Pro 6000D da NVIDIA, agravando a pressão sobre a multinacional norte-americana.
Para contornar as sanções dos Estados Unidos e reduzir a dependência de fornecedores externos, as tecnológicas chinesas têm recorrido a soluções próprias, combinando grandes volumes de chips menos avançados para alcançar capacidades de computação de alto nível.
Com os chips Ascend, produzidos internamente, a Huawei aposta em criar uma infraestrutura de IA baseada em supernodes e superpods interligados.
O futuro Atlas 950 deverá suportar 8.192 chips Ascend, enquanto o Atlas 950 SuperCluster ultrapassará os 500 mil. Já uma versão ainda mais avançada, o Atlas 960, prevista para 2027, poderá ultrapassar um milhão de chips integrados.
Segundo Eric Xu, vice-presidente e presidente interino da Huawei, o novo supernode terá até 6,7 vezes mais poder de computação do que o NVL144 da NVIDIA, também esperado para o próximo ano.
A empresa assegura ainda que lançará três novas gerações dos chips Ascend até 2028, com o objetivo de duplicar a capacidade de processamento em cada versão.
Embora a Huawei afirme que os seus superclusters serão os mais potentes do mundo, especialistas sublinham que ainda não está claro se os resultados efetivos superarão os sistemas baseados em chips da NVIDIA.