O ouro atingiu um novo máximo histórico acima dos 5.500 dólares por onça, enquanto a prata superou os 117 dólares, após o presidente da Reserva Federal dos EUA, Jerome Powell, desvalorizar o significado macroeconómico da subida dos metais preciosos e defender a independência do banco central.
Apesar de a Fed ter mantido as taxas de juro entre 3,5% e 3,75%, os mercados reagiram com forte venda do dólar, que caiu para mínimos de quatro anos. O ouro acumula mais de 20% de ganhos em janeiro, o melhor desempenho mensal desde 1980, enquanto a prata soma cerca de 55%, a maior subida mensal de sempre.
Powell rejeitou que o rali dos metais sinalize perda de credibilidade da Fed, sublinhando que as expectativas de inflação permanecem estáveis. Ainda assim, analistas apontam que a queda do dólar reflete défices elevados, dúvidas recorrentes sobre a independência da Fed e expectativas de flexibilização monetária.
A valorização estendeu-se a outras matérias-primas: a platina ultrapassou os 2.900 dólares, o paládio atingiu máximos de quatro anos e o cobre chegou a 6,30 dólares por libra. Na Europa, o euro manteve-se forte perto de 1,20 dólares, enquanto as bolsas fecharam mistas.