O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, assegurou esta segunda-feira que os Estados Unidos continuarão a manter uma presença militar robusta na Europa, rejeitando rumores sobre uma possível redução do contingente americano no continente. Em conferência de imprensa em Vilnius, Mark Rutte salientou que, apesar das prioridades estratégicas americanas se estenderem ao Médio Oriente e ao Indo-Pacífico, a Europa continuará a ser uma peça-chave da estratégia de defesa de Washington.
Rutte sublinhou que “é natural que os EUA prestem atenção crescente à Ásia”, mas assegurou que tal não se traduzirá num afastamento da Europa.
“Estou convencido de que haverá uma presença convencional muito forte dos EUA na Europa, ao lado da presença nuclear”, reforçou, à margem da cimeira entre os países do formato dos Nove de Bucareste (B9) e as nações nórdicas.
As declarações surgem em resposta a especulações alimentadas por discussões diplomáticas entre Washington e Moscovo, no âmbito de esforços para encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia.
Em fevereiro, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, alertara na Polónia que “não se pode assumir que a presença americana será eterna”, levantando dúvidas sobre a continuidade do compromisso militar.
Por sua vez, o Presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, fez questão de corroborar a posição de Rutte, afirmando que não existe qualquer sinal de retirada das tropas americanas da região.
Nausėda destacou a presença de mil militares norte-americanos no país, ao lado de forças da Alemanha, Noruega e da missão da NATO de Presença Avançada Reforçada, deixando ainda claro que Vilnius está disponível para acolher mais soldados, “caso haja vontade política por parte de Washington”.