A assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul foi adiada para janeiro, após a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, ter pedido mais tempo para garantir proteções aos agricultores italianos. Inicialmente prevista para 20 de dezembro, a cerimónia foi suspensa, sem nova data definida.
A decisão italiana foi determinante, já que França, Polónia e Hungria também manifestaram reservas, enquanto Áustria e Bélgica indicaram intenção de se abster.
O acordo criaria uma zona de comércio livre com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, mas gera preocupações sobre concorrência para o setor agrícola europeu.
Após conversas com Meloni, o presidente brasileiro Lula da Silva comprometeu-se a informar o Mercosul, esperando um desfecho positivo nos próximos 10 a 30 dias.
A Comissão Europeia afirmou que continuará as negociações para assegurar que todos os Estados-membros e os países do Mercosul estejam de acordo antes da assinatura.