A fronteira norte do Chile, adjacente ao Peru, é o epicentro de um fluxo massivo de migrantes venezuelanos que procuram regressar ao seu país, pressionados pela ameaça de expulsão feita por José António Kast, o favorito na segunda volta das eleições presidenciais deste domingo, 14 de novembro.
Desde a semana passada, as autoridades peruanas mobilizaram militares para reforçar a segurança na fronteira.
O candidato conservador consolidou sua estratégia eleitoral em torno de dois pontos principais: segurança e combate à imigração ilegal. “Vamos convidá-los a deixar o Chile agora, e eles podem levar os seus pertences. Se não o fizerem, podem perder tudo“, declarou o candidato do Partido Republicano de direita.
A candidata da aliança governista, Jeannette Jara, comentou que essa “contagem regressiva” não constitui uma política séria, muito menos a expulsão em massa de venezuelanos, muitos dos quais têm filhos chilenos e necessitam apenas de um processo de regularização.
“Vamos reforçar a fronteira com uma força policial especial e tecnologia. Mas a proposta de Kast viola os direitos humanos mais básicos, bem como muitos dos tratados internacionais assinados pelo Chile”, disse Jara, que pretende reverter a difícil situação na segunda volta.