O Prémio Nobel da Paz, concedido à líder da oposição María Corina Machado, dividiu os líderes latino-americanos, mas não deixou os principais governos do continente indiferentes.
A presidente mexicana Cláudia Shienbaum não comentou o facto da primeira mulher venezuelana receber tamanha honra, assim como os principais movimentos feministas do continente que também permaneceram em silêncio sobre o acontecimento.
O presidente colombiano Gustavo Petro aconselhou a líder liberal venezuelana a se distanciar de Donald Trump e Benjamin Netanyahu, a quem o chefe de Estado acusa de serem responsáveis pelo massacre em Gaza.
O Ministério das Relações Externas do Chile, através do seu chefe, Alberto Van Klaveren, saudou a conquista de Machado em nome dos valores da luta pacífica e democrática travada pelo povo venezuelano para alcançar o seu bem-estar e prosperidade.
O silêncio de Caracas em relação a este prémio é revelador do grave revés que ele representa para a imagem internacional do regime de Nicolás Maduro, que mantém 800 venezuelanos presos pelas suas opiniões e ordenou a mais rigorosa censura de informações relacionadas com o Prémio Nobel da Paz.
No próximo domingo, dia 19, na Cidade do Vaticano, os venezuelanos Madre Carmen Rendiles e o médico José Gregorio Hernández, conhecido como o médico dos pobres, serão canonizados. As famílias dos presos políticos solicitaram sua canonização em liberdade.