A China propôs a criação de um “green channel” para facilitar a exportação de terras raras para empresas europeias, numa tentativa de atenuar as tensões comerciais resultantes das recentes restrições impostas por Pequim.
Desde abril, o governo chinês tem limitado a exportação de vários minerais críticos utilizados nos sectores automóvel, energético e de defesa, como resposta ao aumento de tarifas decidido pela administração Trump sobre produtos chineses.
Face aos efeitos económicos da medida, o Ministério do Comércio da China afirmou estar disponível para acelerar o processo de licenciamento de exportações para empresas da União Europeia, desde que os pedidos sejam elegíveis.
Pequim espera, em contrapartida, “medidas recíprocas” da UE, nomeadamente no comércio de produtos de alta tecnologia.
A China já terá concedido licenças a fornecedores ligados a grandes fabricantes automóveis dos EUA, como a General Motors, Ford e Stellantis.
Para Maximilian Butek, diretor da Câmara de Comércio Alemã na China, a proposta representa um sinal positivo, mas ainda envolto em incerteza: “Não está claro se o canal acelerado abrange apenas grandes empresas ou se terá um alcance mais amplo”, alertou.
Apesar do alívio momentâneo, Butek sublinhou a necessidade de a UE reforçar a diversificação da sua cadeia de abastecimento, avisando que o bloco europeu está a ser apanhado no meio de uma escalada comercial entre Washington e Pequim: “Não é aí que as empresas europeias querem estar”.