A Dinamarca assume hoje, 1 de julho de 2025, a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, sucedendo à Polónia. Pela oitava vez na sua história, o país nórdico terá a responsabilidade de guiar a agenda da UE nos próximos seis meses, num período marcado por desafios geopolíticos e económicos significativos. Sob o lema “Uma Europa Forte num Mundo em Mudança”, Copenhaga compromete-se a fortalecer a capacidade da UE em responder a essas incertezas.
A presidência dinamarquesa chega num momento em que a Europa procura consolidar a sua autonomia estratégica. As principais prioridades delineadas por Copenhaga incluem o reforço da segurança, o aumento da competitividade da União e a aceleração da transição verde. No que toca à segurança, a Dinamarca pretende impulsionar a capacidade de defesa da UE e dar continuidade ao apoio militar e financeiro à Ucrânia. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, já sublinhou a importância de uma Europa capaz de “agir por conta própria”.
Na vertente económica, a presidência dinamarquesa concentrar-se-á na simplificação regulatória, na inovação industrial e no crescimento do setor verde, procurando aumentar a competitividade do bloco. Além disso, a Dinamarca irá presidir às negociações iniciais sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) da UE, o orçamento de longo prazo do bloco, que será crucial para financiar as prioridades futuras e a coesão.
Este semestre será intenso para a diplomacia dinamarquesa, que terá de coordenar reuniões, negociar com as outras instituições europeias e mediar consensos entre os Estados-membros. A Dinamarca também se compromete a promover um alargamento da União baseado no mérito, preparando o bloco para futuras adesões através de reformas internas e do reforço do Estado de direito. A visita da Comissão Europeia a Aarhus, agendada para 3 de julho, marcará a abertura oficial da presidência dinamarquesa.