A Dinamarca assumiu a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, com foco em dois pilares principais: segurança e competitividade. Num momento de instabilidade internacional, a primeira-ministra Mette Frederiksen alertou que a Europa vive um ponto de viragem, exigindo união e firmeza face a desafios como o regresso de Donald Trump à Casa Branca e a guerra na Ucrânia.
A presidência dinamarquesa terá de gerir tensões comerciais com os EUA, nomeadamente a ameaça de novas tarifas, e consolidar uma posição comum dos 27 Estados-membros.
O país, tradicional defensor do livre comércio, enfrenta agora um dilema entre os seus valores económicos e as exigências geopolíticas impostas por Washington — incluindo as ameaças americanas à Gronelândia.
Na frente leste, a Dinamarca quer reforçar a ajuda militar à Ucrânia e desbloquear o alargamento da UE, mas enfrenta vetos da Hungria e da Eslováquia. Ao mesmo tempo, o país afasta-se do grupo dos “frugais” e defende um reforço do orçamento europeu para financiar a defesa, sinalizando uma mudança estratégica no seio do bloco.
Em matéria ambiental, a Dinamarca mantém firme o apoio ao Pacto Ecológico Europeu e quer demonstrar que crescimento económico e transição verde são compatíveis.
No entanto, poderá encontrar resistência crescente entre Estados-membros que preferem aliviar a regulação ambiental em nome da competitividade.