A Eslovénia tornou-se o primeiro país da União Europeia a proibir o comércio de armas com Israel, anunciou ontem o primeiro-ministro Robert Golob. A decisão abrange a exportação, importação e trânsito de material militar entre os dois países, em resposta à ofensiva israelita em Gaza.
O governo esloveno justificou a medida com a falta de consenso europeu para agir, depois de prometer que tomaria “medidas independentes” caso a UE não avançasse com sanções até meados de julho.
Apesar de uma revisão do acordo de associação UE-Israel ter concluído que as ações israelitas em Gaza violam direitos humanos, os 27 não conseguiram aprovar nenhuma das dez propostas de sanções, incluindo a suspensão parcial do acesso de Israel ao programa europeu Horizonte Europa.
Outros países, como Itália, Espanha, Bélgica e Países Baixos, já tinham restringido exportações, mas nenhum avançara para um embargo total.
A Eslovénia, que reconheceu o Estado palestiniano em 2024 e tem sido uma das vozes mais críticas de Israel na UE, declarou ainda os ministros israelitas de extrema-direita Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich “personae non grata”.