Europa: rendimentos reais das famílias crescem de forma desigual desde a pandemia

O rendimento real disponível dos agregados familiares por pessoa aumentou cerca de 7% na União Europeia entre 2019 e 2024, mas a evolução variou significativamente entre países, segundo dados do Eurostat analisados pela Euronews Business.

Os maiores crescimentos registaram-se sobretudo na Europa Central e de Leste. A Croácia lidera com uma subida de 26%, seguida de Malta (24%), Hungria (20%), Roménia (19%) e Polónia (16%). Em contraste, os países nórdicos apresentaram os ganhos mais modestos: Suécia (1%), Finlândia (2%) e Dinamarca (3%).

As maiores economias da UE ficaram abaixo da média europeia. França e Espanha cresceram 6%, enquanto Alemanha e Itália registaram aumentos de apenas 4%.

Numa perspetiva de dez anos, entre 2014 e 2024, o rendimento real por pessoa aumentou 17% no conjunto da UE, com destaque para países fora da zona euro, como a Roménia (76%) e a Turquia (68%).

Em termos de nível de rendimento ajustado ao poder de compra (PPS), o Luxemburgo mantém a liderança em 2024, seguido da Alemanha, Áustria, Países Baixos e Suíça. A Bulgária apresenta o valor mais baixo, refletindo as persistentes assimetrias económicas no continente.

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