Um sismo de magnitude 4 foi registado esta quinta-feira na zona de Campi Flegrei, a norte de Nápoles, em Itália, gerando alarme entre os residentes de vários bairros da cidade, nomeadamente Bagnoli, Agnano e Fuorigrotta, assim como na cidade vizinha de Pozzuoli. Segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), o abalo ocorreu a uma profundidade de três quilómetros.
Este novo tremor insere-se numa série de eventos sísmicos que têm afetado a região desde o ano passado, como consequência do fenómeno geológico conhecido como bradisseísmo — uma deformação gradual do solo associada à atividade vulcânica.
A 30 de junho, foi registado na mesma zona um sismo de magnitude 4,6, o mais forte dos últimos 40 anos.
De acordo com o INGV, o bradisseísmo provoca movimentos verticais do terreno, com fases alternadas de elevação e subsidência. Este fenómeno é comum em caldeiras vulcânicas e designa-se, a nível científico, como ressurgência caldérica.
Nos Campos Flégreos, a sua história tem sido documentada através da análise das colunas do Serapeo di Pozzuoli — um antigo mercado romano — cujas marcas deixadas por moluscos marinhos indicam os níveis históricos do mar.
Desde 1905, o fenómeno tem sido monitorizado com recurso a métodos geodésicos, GPS e dados de satélite. Nas décadas de 1970 e 1980, registaram-se fortes elevações do solo, seguidas por períodos de subsidência. Em 2005 iniciou-se uma nova fase de elevação que continua até aos dias de hoje.
As autoridades italianas têm mantido o alerta na região, enquanto cientistas acompanham de perto a evolução do fenómeno, cuja imprevisibilidade continua a preocupar a população local.