Em 2024, a União Europeia recusou a entrada a mais de 120 mil cidadãos de países terceiros, um número que se mantém praticamente estável desde a pandemia. Segundo dados do Eurostat, o número de migrantes encontrados em situação irregular na UE caiu 27,4% no mesmo ano, enquanto os regressos, voluntários e forçados, aumentaram 20%.
A Alemanha, França e Itália concentraram mais de metade dos casos de migrantes irregulares detetados. A maior parte das recusas de entrada (57%) ocorreu em pontos terrestres, sobretudo nas fronteiras da Polónia, Croácia e Roménia.
Nas fronteiras aéreas foram recusados quase 40% dos viajantes, com a França a destacar-se, ao impedir a entrada de 7.800 pessoas. Já nas fronteiras marítimas, apenas 3,4% das recusas foram registadas, com Itália e França a liderar.
Os grupos com maior número de recusas foram ucranianos, albaneses e moldavos.
Os ucranianos, sem proteção temporária, tentaram principalmente cruzar a Polónia e a Roménia, enquanto a maioria dos albaneses teve a entrada negada na Grécia, Croácia, Hungria, Lituânia e Itália.
Por seu lado, os moldavos enfrentaram recusas principalmente nas fronteiras terrestres da Roménia, Polónia e Letónia.
Quanto aos regressos para países terceiros, estes aumentaram 19,3%.
Os georgianos lideraram com mais de 11 mil regressos, seguidos de turcos, albaneses e moldavos.
Mais de metade destes regressos foi voluntária, com exceção de Itália, onde todos os regressos foram forçados. A Dinamarca, Lituânia, Letónia e Chéquia destacam-se por ter taxas superiores a 90% de regressos voluntários.