O ano de 2025 trouxe alterações relevantes para quem viaja na Europa, desde novos sistemas de controlo de fronteiras até ao aumento de taxas turísticas e restrições contra comportamentos inadequados.
Controlo de fronteiras mais rigoroso
A União Europeia começou a aplicar o Sistema de Entrada/Saída (EES) a partir de outubro. Este modelo substitui os carimbos no passaporte pela recolha eletrónica de dados biométricos — fotografia e impressões digitais — de viajantes provenientes de países de fora do espaço Schengen.
A implementação plena deve ocorrer até abril de 2026, embora alguns pontos de entrada estejam a registar atrasos devido ao arranque faseado.
O ETIAS, a autorização eletrónica obrigatória para visitantes isentos de visto, foi novamente adiado e só deverá entrar em vigor no final de 2026.
Reino Unido prepara controlo digital próprio
A partir de fevereiro de 2026, turistas de dezenas de países terão de solicitar uma autorização de viagem eletrónica (ETA) antes de entrar no Reino Unido. O pedido custa 16 libras e é válido durante dois anos.
Viajar ficou mais caro
Diversos destinos europeus reforçaram taxas turísticas e impuseram novas regras ao alojamento local para combater a pressão do turismo de massas e o aumento das rendas.
Em cidades muito procuradas, como Barcelona, Paris ou Veneza, a oferta de alojamento barato reduziu-se. Países como Espanha, Islândia e Noruega também introduziram novos valores por noite para visitantes.
O custo das férias na neve aumentou de forma significativa, com estâncias na Suíça, Áustria e Itália a subir os preços dos passes de esqui devido aos custos operacionais.
Regras mais duras para turistas mal comportados
Várias cidades aplicaram medidas específicas para travar comportamentos incivilizados.
San Sebastián proibiu fumar nas praias, Albufeira definiu multas para quem circular com roupa inadequada na via pública, e Palma de Maiorca limitou os barcos de festa no porto.
Em França, incidentes a bordo de aviões podem resultar em multas avultadas e até proibição de embarque.
Direitos dos passageiros continuam em debate
As negociações para atualizar a legislação europeia sobre atrasos e cancelamentos permanecem bloqueadas. Algumas companhias aéreas defendem regras menos rígidas, enquanto vários governos querem proteger melhor os viajantes.
A recente decisão da Ryanair de deixar de aceitar cartões de embarque em papel levou as autoridades portuguesas a avisar que as transportadoras não podem impedir passageiros de embarcar por usarem versões impressas.