Entre 14 e 17 de julho, uma operação internacional coordenada pela Europol e Eurojust desmantelou parcialmente a rede de cibercrime pró-Rússia NoName057(16). Autoridades de países como Alemanha, França, Espanha, Itália, Polónia e Estados Unidos realizaram ações simultâneas contra os suspeitos e a infraestrutura do grupo, responsável por ataques informáticos a Ucrânia e a países que apoiam o país. A operação contou ainda com o apoio de agências como ENISA e parceiros privados como ShadowServer e abuse.ch.
As autoridades emitiram sete mandados de detenção, incluindo seis contra cidadãos russos, e efetuaram duas prisões preliminares em França e Espanha. Foram também realizadas 24 buscas domiciliárias e notificados cerca de mil apoiantes da rede sobre a sua responsabilidade criminal. Mais de cem servidores em todo o mundo foram desligados, atingindo grande parte da infraestrutura central do grupo.
Investigadores destacam que a rede utilizava DDoS para sobrecarregar serviços online, recrutando voluntários através de fóruns e canais pró-Rússia, muitas vezes recorrendo a recompensas em criptomoeda e sistemas gamificados para motivar a participação. Apesar de operarem sem grandes conhecimentos técnicos, os membros mostravam forte motivação ideológica e objetivos alinhados com a Rússia.
A operação, denominada Eastwood, demonstra a crescente coordenação internacional contra ciberameaças de caráter político-ideológico, protegendo países da NATO e a União Europeia de ataques digitais e reforçando a cooperação entre forças policiais, judiciais e parceiros privados.