Rússia expulsa diplomata britânico e cônjuge de outro diplomata por alegada espionagem

A Rússia ordenou a expulsão de um diplomata britânico e da cônjuge de outro diplomata, alegando que ambos estavam envolvidos em “trabalhos de inteligência e subversão”, anunciou o Serviço Federal de Segurança (FSB), esta segunda-feira.
Os dois indivíduos perderam a acreditação e têm duas semanas para abandonar o país.

Em reação, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido classificou as acusações como “maliciosas e infundadas”, sublinhando que esta não é a primeira vez que Moscovo toma medidas semelhantes contra funcionários britânicos.

A decisão russa surge num contexto de crescente tensão diplomática.
No mês passado, Londres expulsou um diplomata russo, em resposta à retirada de um diplomata britânico de Moscovo em novembro de 2024. A Rússia já tinha prometido retaliar.

Nos últimos 12 meses, sete diplomatas britânicos foram expulsos do território russo sob acusações de espionagem, sempre negadas pelo governo do Reino Unido.

As relações entre os dois países têm vindo a deteriorar-se desde a invasão russa da Ucrânia, atingindo mínimos históricos desde o fim da Guerra Fria.

Na mais recente expulsão, Moscovo justificou a decisão com alegadas informações falsas prestadas pelos diplomatas britânicos ao entrarem na Rússia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo convocou ainda um representante da embaixada britânica para expressar um protesto formal.

Este episódio marca a primeira expulsão de diplomatas ocidentais por Moscovo desde as negociações entre a Rússia e os Estados Unidos, no mês passado, para tentar restaurar relações – os primeiros contactos diretos em três anos, desde o início da guerra na Ucrânia.

Entretanto, as relações entre o Reino Unido e a Rússia continuam a agravar-se.

O primeiro-ministro britânico tem reforçado o apoio à Ucrânia, comprometendo-se a aumentar o orçamento da defesa e apelando à criação de uma “coligação” para impedir novas agressões russas. Manifestou, ainda, a intenção de enviar tropas e aviões britânicos para ajudar a manter a paz no caso de um acordo ser alcançado – uma proposta que Moscovo rejeitou, classificando-a como inaceitável.

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