O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou esta terça-feira para o crescimento da negação e da distorção do Holocausto, sublinhando a importância da memória, da dignidade humana e da defesa dos direitos fundamentais.
A declaração foi feita por ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, assinalado hoje, 27 de Janeiro, data que marca a libertação do campo de concentração e extermínio nazi de Auschwitz-Birkenau, em 1945.
Na sua mensagem, Guterres recordou que o Holocausto resultou no assassinato de seis milhões de judeus, bem como de povos Romani e Sinti, pessoas com deficiência e outros grupos perseguidos pelo regime nazi. O líder da ONU destacou que cada vítima “tinha um nome, esperanças e sonhos”, frisando que os seus direitos foram sistematicamente negados e destruídos.
O secretário-geral advertiu que, apesar de os factos históricos serem incontestáveis, persistem hoje forças que alimentam o antissemitismo, o racismo, a intolerância e a discriminação, através de uma retórica desumanizadora e da indiferença. Para Guterres, estas dinâmicas exigem uma resposta clara e determinada da comunidade internacional.
Instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2005, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto reforça o compromisso global com a educação, a preservação da memória histórica e a prevenção de futuras atrocidades, apelando à reafirmação dos valores da humanidade partilhada, da dignidade humana e do respeito pelos direitos humanos.