
Esta terça-feira, milhares de pessoas reuniram-se, em Beirute, para comemorar o 109° aniversário do genocídio Arménio. A maioria dos participantes, libaneses descendentes dos refugiados Arménios que fugiram para a Síria e Líbano para escapar ao genocídio perpetrado pelo Império Otomano em 1915, juntaram-se no bairro tradicional de Bourj Hammoud, para realizar uma marcha solene de mais de 6 quilómetros até à Santa Sé da Cilícia, em Antelias.

Entre escuteiros marchando com archotes ao imponente ritmo de tambores e civis ostentando as cores da bandeira da Arménia, vislumbraram-se ainda cartazes com referências ao outro genocídio que está a decorrer não longe do território libanês: o genocídio Palestiniano em Gaza.

Apesar do conhecimento global e da documentação extensa relativamente a esta data trágica (inclusive o museu em Yerevan), em 109 anos, apenas 34 nações (entre as quais Portugal) reconheceram oficialmente o Genocídio Arménio.

João Sousa